domingo, 4 de agosto de 2013

O PROFESSOR DO AEE

                             O PROFESSOR DO AEE

                                                                   

      Logo após voltar de 16 anos no exílio, em 1980, Paulo Freire falou-nos de Esperança, de “Sonho Possível”, e hoje tanto tempo depois, temos a oportunidade de viver uma utopia frente à inclusão, com a construção do Plano Viver Sem Limites por meio do Decreto 7.612, de 17 de novembro de 2011, atendendo aos alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades matriculados na rede pública de ensino regular.
      O professor que atua no Atendimento Educacional Especializado–AEE, em sua essência, não é nem mais nem menos importante do que o do ensino regular, ele é apenas diferente. Novos espaços do conhecimento, de atendimento, novas demandas, novas formas de conduzir a aprendizagem e a própria formação têm sido criados e exigido desse professor a adoção de uma nova práxis, onde o cognitivo e o afetivo são inseparáveis.
      O papel do professor do Atendimento educacional Especializado-AEE é o de facilitador do processo de aprendizagem, organizando situações e estratégias adequadas as diferentes condições de seus alunos, buscando desenvolver ao máximo suas potencialidades.
      O estudo de caso realizado pelos professores que atuam em Sala de Recursos Multifuncionais é um instrumento de investigação de cunho diagnóstico, que permite ao mesmo, observar e conhecer seus alunos em sua totalidade, considerando assim, seus aspectos cognitivos, familiares e afetivo-sociais.
      Através dos dados obtidos  com o estudo de caso, o professor tem um direcionamento para construir seu plano de ação e dessa forma planejar situações didáticas e intervenções significativas que favoreçam o desenvolvimento das competências e  habilidades que ainda não foram construídas ou que estão em processo de construção.
      Dessa forma, comungamos com o pensamento de FREIRE de que “O respeito à autonomia e à dignidade de cada um é um imperativo ético e não um favor que podemos ou não conceder uns aos outros...” (Pedagogia da Autonomia, 1996).